Resumo Trabalho

VARIABILIDADES CLIMÁTICAS EM ÁREAS ABASTECIDAS PELA TRANSPOSIÇÃO DA ÁGUA DO RIO SÃO FRANCISCO: UM ESTUDO DE CASO NO PERCURSO DE MONTEIRO A BOQUEIRÃO-PB

ILULIANE MARIA GADELHA CORREIA, BRENDA HENRIQUE DE SOUZA, DEBORA COELHO MOURA

O Nordeste brasileiro, convive historicamente com o problema de estiagem, especialmente na região Semiárida, tal área abrange a maior parte das regiões do Sertão e Agreste, compreendendo em sua extensão 57% da área do Nordeste. As formações vegetais são constituídas de espécies adaptadas ao estresse hídrico, devido a variabilidade climática. Com precipitação irregular e chuvas inferiores a 800 mm as características adaptativas das espécies dependem das variabilidades edafoclimáticas, que apresentam caracteres fisiológicos como a queda das folhas e fitofisionomia arbórea e arbustiva. Essa variabilidade climática pode ocasionar portanto nessas regiões baixo dinamismo econômico e alta vulnerabilidade social. O Projeto Integração do Rio São Francisco, visa buscar solução para os graves problemas acarretados pela escassez de água proporcionando segurança hídrica e melhoria da qualidade de vida para a população, em cidades medias e pequenas, que passam por períodos de estacionalidade climática. Este trabalho tem por objetivo portanto analisar as variabilidades climáticas presentes no trechos da transposição do rio São Francisco no percurso de Monteiro a Boqueirão-PB. Para isso realizamos, estudos de campo na área e revisão de literatura, buscando validar as informações vistas em campo. Elaborou-se um mapa de declividade com auxílio do software ArcGIS 10, licenciado para o Laboratório de Cartografia Digital, Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto (CADIGEOS) dos cursos de Pós-graduação do Centro de Humanidades da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Tal trecho foi perenizado pelas águas da transposição do rio São Francisco e está inserido no alto curso da bacia do Rio Paraíba, sendo esta área considerada o setor mais seco do Estado, devido baixo índice pluviométrico e pela má distribuição das chuvas na região. O uso do solo é caracterizado pela prática intensiva da agricultura e da pecuária, contudo há também uma grande porção ocupada por vegetação nativa remanescente do Bioma Caatinga, o clima segundo a classificação de Köppen (1928) é tropical quente e seco do tipo semiárido (Bsh), as cidades ai localizadas passam por períodos de estiagem, em decorrência da Variabilidade Decenal do Pacífico. Muitos estudos apontam ainda que as oscilações do El Niño- Oscilação Sul (ENOS), sobre o Nordeste, provocam variações de estiagens prolongadas, interferindo nos mecanismos de escala global, que proporciona o máximo de precipitação para a região, beneficiada pelo Projeto de Transposição do Rio São Francisco, que é a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), atuante no verão, na parte Norte do Nordeste Brasileiro. Nesses períodos de estiagens prolongada temos a diminuição do nível de água no açude Epitácio Pessoa o que proporciona o aumento da concentração de sais, matéria orgânica, metais pesados e contaminantes, o que resulta no processo de eutrofização e morte de da fauna e flora, devido à falta de oxigênio e aeração na água e permite o desenvolvimento de cianobactérias.

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