Resumo Trabalho

MONITORAMENTO DA QUALIDADE DA ÁGUA DO MACEIÓ PARAIBANO DE INTERMARES, QUANTO A PARÂMETROS FÍSICO-QUÍMICOS

ANE JOSANA DANTAS FERNANDES, EDILMA R. BENTO DANTAS, JAILSON DA SILVA CARDOSO, ALAN FERREIRA DE ARAÚJO e orientado por LIZ JULLY HILUEY CORREIA GALDINO e orientado por LIZ JULLY HILUEY CORREIA GALDINO

Os ambientes lagunares fluviomarinhos conhecidos regionalmente por maceiós são áreas de importância social, cultural e econômica para grande parte da população que os utilizam principalmente para prática de atividades pesqueiras e recreação, além do turismo. O monitoramento da qualidade da água do Maceió de Intermares em Cabedelo é uma importante ferramenta para orientar o planejamento de políticas públicas visando minimizar os efeitos da ação humana danosa. Sabe-se que a qualidade dessas águas está comprometida, resultado do lançamento de efluentes jogados muitas vezes pelos próprios moradores podendo ocorrer acidentes com banhistas e animais marinhos. O projeto foi desenvolvido no maceió de Intermares, antiga foz do Rio Jaguaribe em Cabedelo/PB, onde definiu-se três pontos de coleta em cada área, o primeiro localizado no rio que desemboca no Maceió [amostras IR(1,2,3)], o segundo no próprio maceió [amostras IM(1,2,3)], e o terceiro na água do mar [IS(1,2,3)]. Realizou-se cinco coletas, em triplicata autêntica, durante os meses de julho/2015 a abril/2016. Os parâmetros avaliados compreenderam: pH, temperatura, condutividade elétrica, turbidez, dureza total, dureza de cálcio e de magnésio, oxigênio dissolvido, amônia, nitrito e fosfato. A metodologia das análises seguiu o Standard Methods of Water and Wastewater. Para a discussão dos resultados, os locais de coleta foram classificados pelo uso, seguindo a Resolução CONAMA N°357/05, da seguinte forma: água doce de classe 3 (IR e IM), e água salina de classe 1 (IS). Os resultados sugiram que a concentração do oxigênio dissolvido foi muito baixa em todas as amostras coletadas nos pontos do rio e maceiós, encontrando-se inferior aos 4 mg/L, preconizado pela resolução Nº 357/2005. A turbidez, condutividade elétrica e dureza total tiveram seus valores aumentados gradativamente no sentido rio, maceió e mar. Quanto aos nutrientes, a amônia na amostra IS durante a quarta coleta excedeu ao limite de 0,40 mg/l N ou 0,49 mg/l NH3, para águas salinas de classe 1. Para o fosfato, apenas o ponto IM na primeira coleta não atendeu à legislação. Observou-se que a maioria das amostras atendeu à legislação vigente em todos os parâmetros avaliados. No entanto, a água do mar é considerada imprópria para o banho, pelos resultados positivos das análises bacteriológicas realizadas rotineiramente pela SUDEMA.

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