Resumo Trabalho

USO SUSTENTÁVEL DE CISTERNAS NO SERTÃO PARAIBANO: UM ESTUDO DE CASO

ELISANGELA MARIA DA SILVA, NAIARA ANGELO GOMES e orientado por ROBERTO DE SOUSA MIRANDA e orientado por ROBERTO DE SOUSA MIRANDA

A variabilidade climática e a escassez hídrica são marcas indeléveis do semiárido. Conviver com o semiárido é adaptar a sociedade a uma forma específica da ocorrência do clima na região. Neste sentido, a construção da infraestrutura hídrica e o gerenciamento dos recursos hídricos são caminhos necessários para a formação de uma estratégia robusta de adaptação das sociedades do semiárido à natureza. Dessa forma, o objetivo desse trabalho foi verificar o uso sustentável das águas das cisternas no sertão paraibano. O estudo foi realizado no Assentamento Jacú, município de Pombal – PB. Durante o período de desenvolvimento desta pesquisa, foram realizadas visitas de campo, com o objetivo de conhecer o uso das cisternas existentes na comunidade, bem como suas as condições de captação, transporte, armazenamento e manejo. Os dados foram coletados a partir da observação direta, registros fotográficos e conversas informais com 33 famílias, o que corresponde 82,5% das famílias assentadas. Durante as visitas ao assentamento, foram levantadas diversas informações dentre as quais, citam-se: o programa pelo qual foi beneficiado com a construção da cisterna; forma pela qual retira-se água das cisternas; avaliação das áreas de captação nas casas; desvio das primeiras águas; finalidade do uso da água da cisterna; utilização de algum método de desinfecção da água; se as cisternas apresentam algum tipo de rachadura ou vazamento na sua estrutura; nos anos de seca, como são abastecidas as cisternas; e se a estrutura física das cisternas encontrava-se conservada. A partir das visitas realizadas em campo, foi possível constatar que a associação do assentamento Jacú é composta por 40 unidades familiares e que, com exceção de uma família visitada no assentamento, todas possuem cisternas para armazenamento de água das chuvas. Observou-se que, 58% das famílias do assentamento Jacú retiram água da cisterna com a utilização de balde, representando uma maneira não aconselhável de coleta de água.

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