Artigo Anais VII ENALIC

ANAIS de Evento

ISSN: 2526-3234

PIBID PEDAGOGIA EAD: A HETEROGENEIDADE DE NÍVEIS DE ESCRITA E AS IMPLICAÇÕES PARA AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E COTIDIANO DA SALA DE AULA.

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Assim, este trabalho tem como objetivo identificar como a heterogeneidade dos níveis de escrita dos alunos influenciam as práticas pedagógicas dos alfabetizadores e o cotidiano em sala de aula. Sabe-se que uma sala de aula é composta por indivíduos que apresentam características, ritmos de aprendizagem e contextos familiares, sociais e econômicos distintos. Entende-se também que, segundo Ferreiro e Teberosky (1985), a apropriação do sistema de escrita alfabética é um processo gradual que se desenvolve em níveis evolutivos, disso infere-se que tal apropriação não ocorre de maneira homogênea entre os alunos, provocando a reflexão e a prática dos professores acerca da aprendizagem e desafiando-os desenvolver práticas pedagógicas que levem em consideração as demandas dessa heterogeneidade presentes em sua turma. Diante disso, entendemos ser de grande relevância trazer ao campo da formação inicial, por meio do PIBID a discussão acerca da heterogeneidade e os desafios em sala de aula, a fim de construir reflexões teórico-práticas com vistas à construção de novas práticas pedagógicas pelos professores alfabetizadores que melhor atendam às demandas de suas salas de aulas. Nesse processo, há que se considerar sempre as singulares de cada aluno, sem, no entanto, perder de vista a dimensão coletiva da aprendizagem. Além disso, entendemos que com os resultados e conclusões que serão produzidos por esta pesquisa, estamos contribuindo para que outros enfoques venham a enriquecer o campo teórico-prático dos professores alfabetizadores. A pesquisa tem como referências os estudos de Emilia Ferreiro e Ana Teberosky (1985) que com a obra "Psicogênese da Língua Escrita" construída a partir de pesquisas realizadas no continente americano nos ajuda a compreender como ocorre o processo de apropriação do sistema de escrita pelos alunos. Tal estudo nos aponta que esse processo se desenvolve em cinco níveis graduais e evolutivos. Outro pensador que temos como referência é Jean Piaget (1969), que em sua teoria construtivista defende que o conhecimento não é recebido pronto pelo indivíduo, mas construído por ele através da ação transformadora sobre o objeto que pretende conhecer, apreendendo seus aspectos. A partir desses conceitos, buscamos desenvolver a compreensão de que a apropriação do sistema de escrita não ocorre de maneira homogênea entre os alunos, haja vista que cada um possui singularidades que influenciam a ação do mesmo sobre o objeto cognoscível, sinalizando, portanto, para a heterogeneidade de níveis de escrita numa mesma sala de aula percebida nesse contexto da pesquisa como um grande desafio para os professores. Na busca da superação, outros estudos como o de Herbe (2012) mostraram que estratégias como jogos pedagógicos, atividades diferenciadas e as intervenções individuais proporcionaram sucesso no trabalho com a heterogeneidade de níveis de escrita. No campo metodológico esta pesquisa caracteriza-se como qualitativa e exploratória, uma vez que visa aumentar a compreensão acerca das implicações da heterogeneidade de níveis de escrita no contexto da escola investigada. Como instrumentos de produção de dados estamos, nesse momento, vivenciando observações nos espaços de sala de aula, além de participação em reuniões pedagógicas e conversas informais com a comunidade escolar, buscando entender aspectos do processo de ensino e aprendizagem. Além disso, também estamos trabalhando com entrevistas não estruturadas visando uma melhor compreensão das práticas pedagógicas dos professores e das suas compreensões referentes ao contexto vivenciado por eles no que se refere aos níveis de escrita presentes em suas salas de aula. A partir dos dados produzidos por meio das observações e entrevistas verificou-se uma heterogeneidade concernente às competências de escrita entre os alunos das turmas. Nesse contexto inicial percebemos que as professoras adotaram práticas pedagógicas individualizadas na busca de superação das dificuldades. Conclui-se que o desafio de ensinar a ler e escrever exige dos professores práticas pedagógicas que atentem para aspectos das singularidades de cada aluno, mas também com vistas ao alcance dos objetivos de aprendizagem que se dão no coletivo dos sujeitos. Diante disso, as primeiras compreensões desta pesquisa sinalizam para a necessidade de reflexões e produção de práticas inovadoras que oportunizam o desenvolvimento de outros trabalhos que visem o desenvolvimento de projetos de intervenção, objetivando um melhor atendimento à heterogeneidade em sala de aula na escola investigada e/ou em outros contextos escolares. Palavras-chaves: Heterogeneidade, Psicogênese da Língua Escrita, Níveis de Escrita, Práticas Pedagógicas. Referências: FERREIRO, E.; TEBEROSKY, A. Psicogênese da língua escrita. Tradução de Diana Myriam Lichtenstein, Liana Di Marco e Mário Corso. Porto Alegre; Artes Médicas, 1985. 284p. HERBE, Sibele Bechara. 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Publicado em 03 de dezembro de 2018

Resumo

PIBID PEDAGOGIA EAD: A HETEROGENEIDADE DE NÍVEIS DE ESCRITA E AS IMPLICAÇÕES PARA AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E COTIDIANO DA SALA DE AULA. Armando Barbosa Ribeiro Júnior/ armandobrj@hotmail.com/UFRN Gilberto Ferreira Costa/ gilbertofcosta@hotmail.com/UFRN João Vitor Pontes Dias/ pontesvitor67@gmail.com/UFRN Eixo temático: 7. Alfabetização e letramentos. Agência Financiadora: CAPES (PIBID) O presente trabalho é desenvolvido por alunos do curso de Pedagogia na modalidade a distância da Universidade Federal do Rio Grande do Norte/UFRN, vinculados ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência/PIBID e tem como parceira a Escola Estadual Professora Firma Francelina de Oliveira localizada no município de Nova Cruz/RN. As primeiras observações junto aos professores dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental nos possibilitaram perceber inúmeros desafios no que se refere às suas práticas pedagógicas. 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