Artigo Anais VII ENALIC

ANAIS de Evento

ISSN: 2526-3234

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DA INFORMAÇÃO PARA A FORMAÇÃO: UMA METODOLOGIA ATIVA NO ENSINO DE GEOGRAFIA.

Resumo

Da Informação para a formação: Uma metodologia ativa no ensino de Geografia. ALDO LUIZ FERNANDES SOUZA* CLAUDIO NASCIMENTO DA COSTA** LUCAS BUSSI FERREIRA DO SACRAMENTO*** Processos de Ensino e aprendizagem - com ênfase na inovação tecnológica, metodológica e práticas docentes. RESUMO Na ultima década a questão da metodologia de ensino na geografia tornou-se muito mais relevante. As pesquisas e as publicações sobre essa temática aumentaram muito, demonstrando que a geografia, enquanto ciência e prática pedagógica, se esforça para dar uma resposta positiva para as demandas educativas da sociedade. Este trabalho objetiva contribuir para essa discussão por meio da reflexão sobre o papel e a relevância das informações, particularmente das notícias, no ensino-aprendizagem do saber geográfico em turmas do ensino médio integrado do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), campus Belém. Trata-se de uma intervenção baseada em uma metodologia ativa e alternativa para o ensino de geografia. Essa reflexão é produto da aplicação de um projeto de ensino aplicado em três turmas do ensino médio integrado no IFPA durante o ano de 2018. Esse projeto tem como objetivos: transformar informação em conhecimentos aplicados no ensino de geografia tendo o aluno como sujeito ativo na produção de informação; produzir tecnologias educacionais voltadas ao ensino de geografia a partir das mídias de difusão informacional, como jornais impressos, digitais e blogs; fazer com que o aluno desenvolva uma maior noção de pesquisa. Assim, busca-se potencializar o ensino de Geografia a partir das mídias e ferramentas disponíveis pela difusão da informação, a partir da transformação de múltiplas linguagens textuais que estão disponíveis no cotidiano desses alunos, na condição de informações isoladas e desconectadas dos contextos sócio espacial e pedagógico, mas é possível transformá-las em conhecimentos passíveis de serem aplicados no ensino da geografia escolar. Quanto aos passos metodológicos, o projeto se desenrolaria a partir dos seguintes passos: a) apresentação dos meios de difusão de informação aos alunos, como as mídias jornalísticas; b) analisar e refletir as informações trabalhadas de forma crítica e contextualizadas, desconstruindo as notícias de seu cotidiano e percebendo que existe um viés ideológico por trás dos meios de difusão; c) produção de conhecimento no âmbito do ensino da geografia escolar; d) produção de textos a partir de jornais impressos, digitais e redes sociais; e) através das aulas e de oficinas, oferecer ao aluno suportes para desenvolver maior noção de pesquisa, como escrever as fontes e referências do trabalho, padrão da escrita, entre outros; f) apresentar os bancos de dados e ferramentas informativas educacionais que tenham credibilidade para a produção de informação correlacionada com o ensino de geografia. A metodologia do projeto está fundamentada em três princípios: a) interatividade: todas as atividades são planejadas e realizadas em equipes orientadas pelos professores e são socializadas e debatidas nas turmas como partes componentes das avaliações bimestrais de geografia; b) análise geográfica crítica: partindo dos fundamentos da ciência geográfica, as notícias cotidianas difundidas pelo meio informacional moderno são analisadas criticamente pelos alunos para em seguida serem transformadas em produtos a serem produzidos e apresentados pelas equipes de estudantes na forma de jornais ou notícias, por exemplo; c) utilização do complexo informacional moderno. O meio técnico científico informacional (SANTOS, 2006) tem como fundamento produção, processamento e difusão de informação de forma acelerada em diversas escalas. Todo o complexo midiático, composta, por exemplo, pelas redes sociais e outras mídias, tem alto impacto na formação de opiniões e mesmo de uma mentalidade geográfica do mundo. Os estudantes são geralmente usuários desse sistema midiático, de forma que é importante que eles tenham uma capacidade crítica mínima para usar as informações difundidas por esse complexo informacional. O projeto visa exatamente essa (visada) crítica sobre tal complexo. Nesse sentido, para Cavalcanti (2012, p.45) "A prática cotidiana dos alunos é, desse modo, plena de espacialidade e de conhecimento dessa espacialidade. Cabe à escola trabalhar com esse conhecimento, discutindo, ampliando e alterando a qualidade das práticas dos alunos, no sentido de uma prática reflexiva e crítica. Muito embora o projeto ainda esteja em andamento, podem-se apresentar as seguintes resposta por parte das turmas envolvidas no projeto: aumento do interesse dos alunos nas aulas de geografia como uma resposta a metodologia interativa do projeto; aumento da capacidade crítica dos alunos de geografia sobre as notícias cotidianas e sobre o papel e a importância das redes sociais e dos meio de divulgação das informações; a produção de diversos produtos informativos por parte dos alunos como jornais, notícias e pequenos documentários. Conclui-se afirmando a relevância das metodologias alternativas na forma de projeto de intervenção no campo da metodologia para o ensino de geografia, como uma estratégia para inovar e diversificar as práticas metodológicas e pedagógicas para o ensino do saber geográficos utilizando como fundamento a interatividade, a análise crítica e as possibilidades trazidas pelo complexo informacional-comunicativo atual. Palavras-chave: ensino, geografia, metodologia, informação. Referências CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, Escola e Construção de conhecimentos. Campinas/SP: Papirus, 2012. SANTOS, Milton. A Natureza do espaço. 4° Ed. São Paulo: EDUSP, 2006.

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