Artigo Anais VII ENALIC

ANAIS de Evento

ISSN: 2526-3234

PET-BIOLOGIA LEVANDO PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA ESCOLA: IMPACTOS DO PLÁSTICO NA VIDA MARINHA

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Nesse contexto, o presente trabalho visa relatar sobre o PETECO, um projeto de educação ambiental desenvolvido pelo PET-Biologia em escolas públicas de ensino fundamental. Todas as atividades são planejadas pelos petianos e têm como foco levar para escolas temas ambientais atuais. O tema escolhido para ser aplicado no segundo semestre de 2018 foi sobre o impacto de plástico na vida marinha. Para tanto, foi feito uma revisão bibliográfica sobre a temática para fundamentar as discussões e planejamento das atividades. A escolha do tema deu-se pela relevância do mesmo e por tratar-se de uma problemática ambiental bem atual. Desde os primórdios de seu desenvolvimento, os homens realizavam atividades desgastantes para obter alimento, para conservá-lo, para se proteger e com o passar do tempo, pensando em seu bem-estar e numa maneira de facilitar sua vida, foram inventando diversos artefatos e desenvolvendo tecnologias [1]. Entretanto, esse desenvolvimento tem sido muitas vezes realizado de maneira desregulada e sem pensar nos efeitos causados no meio ambiente, um exemplo dentre essas numerosas produções que causaram grandes mudanças no meio, está o plástico [2]. Criado no século XIX por Alexander Parkes, o plástico, que até anos atrás era obtido por meio do petróleo, nas refinarias especializadas, é utilizado pela indústria de transformação na fabricação de sacolas, cabos, fios, utensílios domésticos, entre outros [3]. Atualmente o plástico é empregado para praticamente tudo, justamente por reduzir custos comerciais e alimentar cada vez mais impulsos consumistas. Além disso, quando não é o material em si que se compra, o plástico é usado para fazer o transporte dele. Assim, sacolas plásticas são amplamente incorporadas no cotidiano das pessoas [4]. Estima-se que no Brasil sejam produzidas três milhões de toneladas de plástico e que cada brasileiro utiliza 19 quilos de sacolas por ano, que acabam por representar 10% do lixo brasileiro [5]. Abandonados em aterros, esses sacos plásticos impedem a passagem da água retardando a decomposição dos materiais biodegradáveis e dificultando a compactação dos detritos [5]. Nos ambientes aquáticos, como mares e rios, o problema causado pelo plástico é catastrófico, além de poluir esses locais, a fauna é completamente afetada pela grande quantidade de lixo flutuante. Os animais acabam ingerindo esse material por engano, achando tratar-se de alimento, esses materiais plásticos descartados que não se decompõem facilmente. Esse consumo, faz com que grande parte dos animais acabe morrendo, tanto por obstrução do trato digestório, quanto por uma falsa sensação de saciedade, o que os faz pararem de comer e ainda, os animais adultos repassam o conteúdo ingerido para os filhotes, perpassando o problema [6;7]. Diante da realidade exposta, ficou clara a necessidade de fazer algo a respeito, como o PET-Biologia atua com parceria com as escolas públicas, aproveitou-se a oportunidade para se trabalhar a temática sobre o impacto dos plásticos ao ambiente com alunos do Ensino Fundamental II, levando o projeto PETECO. Dessa forma, foram planejadas as atividades com objetivo de promover reflexões, oficinas acerca do tema e de inserir o aluno na problemática. Os encontros ocorreram em uma escola de ensino fundamental da regional III, localizada próxima ao campus universitário do Pici. As atividades foram executadas ao longo de 4 semanas, em uma aula por semana, nas quais foram feitas explicações sobre o plástico, os seus impactos, como evitar o uso, as coletas seletivas e a pegada ecológica, sendo a ideia desenvolvida por meio de aulas expositivas e de dinâmicas, cada aula contou com a participação de quatro petianos. Nesses encontros, os alunos foram estimulados a analisar e repensar suas ações, buscando formas para tentar minimizar seu efeito no meio ambiente. Na primeira aula, foram abordados os temas "uso no dia a dia" e "quantidades de plástico produzido no Brasil e no mundo". Após a exposição feita pelos petianos, os alunos foram orientados a fazer um mural com o tempo de decomposição de materiais comuns, como copos, papéis de bombom, etc. A confecção do mural pelos alunos possibilitou uma aprendizagem significativa sobre o tema, fazendo a relação teoria-prática. Na segunda aula, o assunto tratado estava diretamente ligado aos impactos do plástico na vida marinha. Houve inicialmente uma apresentação expositiva sobre a realidade dos oceanos, mostrando fotos a fim de impactar e sensibilizar mais os alunos. Ao final dessa aula, os alunos foram estimulados a produzirem um "mar" com animais e resíduos poluentes. Na terceira aula, foi feito um questionário para saber a pegada ecológica dos estudantes e com o resultado foram debatidas medidas para amenizar o seu efeito no meio, foram também explanados sobre os 5Rs (repensar, reduzir, reciclar, reutilizar e recusar) e por último sobre a coleta seletiva. Na última semana, foi realizada uma oficina com materiais recicláveis, com intuito que os alunos aprendessem a dar uma nova utilidade a esses materiais. Como o trabalho foi desenvolvido no 8º ano, optou-se pela realização de uma oficina para confecção de brinquedos, ficando a critério dos alunos qual brinquedo seria confeccionado. Para essa oficina foram usadas garrafas pet, caixas de sapato e muitos outros objetos. Os alunos participaram de todas as atividades ativamente, sempre respondendo questões levantadas durante as aulas e demonstrando muita criatividade na confecção dos jogos. Apesar de o resultado ter sido positivo na maior parte, alguns alunos mostraram-se resistentes em pensar sobre adotar novos hábitos. Além disso, o resultado da atividade sobre a pegada ecológica mostrou que quase toda a turma vem vivendo de forma insubsistente e por isso, atividades como as do PETECO são necessárias para despertar o olhar dos estudantes para questões ambientais e para que os mesmos possam se tornar agentes da luta por um mundo mais sustentável. Palavras-chave: plástico, ambiente, impactos, educação ambiental Referências [1] DA SILVA, E.M. A gênese sócio histórica do homem e a revolução neolítica. Revista de Ciências Humanas ReAGES, v. 1, n. 2, p. 12-30, 2018. [2] CARDOSO, K.M.M. 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Publicado em 03 de dezembro de 2018

Resumo

PET-BIOLOGIA LEVANDO PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA ESCOLA: IMPACTOS DO PLÁSTICO NA VIDA MARINHA Letícia Ferreira Paiva/ letferreira001@gmail.com/ Universidade Federal do Ceará José Cláudio dos Santos de Morais Júnior / claudiojuniorsm@gmail.com/ Universidade Federal do Ceará Erika Freitas Mota/ erika.mota@ufc.br/ Departamento de Biologia-Universidade Federal do Ceará Eixo Temático: Processos de Ensino e Aprendizagem- com ênfase na inovação tecnológica, metodológica e práticas docentes. Resumo O Programa de Educação Tutorial da Biologia da Universidade Federal do Ceará (PET-Biologia-UFC) vem atuando desde 1992 na formação dos estudantes dos cursos de Bacharelado e Licenciatura em Ciências Biológicas da UFC, promove o desenvolvimento de atividades voltadas para o ensino, para a pesquisa e para a extensão. Nesse contexto, o presente trabalho visa relatar sobre o PETECO, um projeto de educação ambiental desenvolvido pelo PET-Biologia em escolas públicas de ensino fundamental. Todas as atividades são planejadas pelos petianos e têm como foco levar para escolas temas ambientais atuais. O tema escolhido para ser aplicado no segundo semestre de 2018 foi sobre o impacto de plástico na vida marinha. Para tanto, foi feito uma revisão bibliográfica sobre a temática para fundamentar as discussões e planejamento das atividades. A escolha do tema deu-se pela relevância do mesmo e por tratar-se de uma problemática ambiental bem atual. Desde os primórdios de seu desenvolvimento, os homens realizavam atividades desgastantes para obter alimento, para conservá-lo, para se proteger e com o passar do tempo, pensando em seu bem-estar e numa maneira de facilitar sua vida, foram inventando diversos artefatos e desenvolvendo tecnologias [1]. 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Estima-se que no Brasil sejam produzidas três milhões de toneladas de plástico e que cada brasileiro utiliza 19 quilos de sacolas por ano, que acabam por representar 10% do lixo brasileiro [5]. Abandonados em aterros, esses sacos plásticos impedem a passagem da água retardando a decomposição dos materiais biodegradáveis e dificultando a compactação dos detritos [5]. Nos ambientes aquáticos, como mares e rios, o problema causado pelo plástico é catastrófico, além de poluir esses locais, a fauna é completamente afetada pela grande quantidade de lixo flutuante. Os animais acabam ingerindo esse material por engano, achando tratar-se de alimento, esses materiais plásticos descartados que não se decompõem facilmente. Esse consumo, faz com que grande parte dos animais acabe morrendo, tanto por obstrução do trato digestório, quanto por uma falsa sensação de saciedade, o que os faz pararem de comer e ainda, os animais adultos repassam o conteúdo ingerido para os filhotes, perpassando o problema [6;7]. Diante da realidade exposta, ficou clara a necessidade de fazer algo a respeito, como o PET-Biologia atua com parceria com as escolas públicas, aproveitou-se a oportunidade para se trabalhar a temática sobre o impacto dos plásticos ao ambiente com alunos do Ensino Fundamental II, levando o projeto PETECO. Dessa forma, foram planejadas as atividades com objetivo de promover reflexões, oficinas acerca do tema e de inserir o aluno na problemática. Os encontros ocorreram em uma escola de ensino fundamental da regional III, localizada próxima ao campus universitário do Pici. 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