Artigo Anais VII ENALIC

ANAIS de Evento

ISSN: 2526-3234

O SER PROFESSOR SOB A PERSPECTIVA DE LICENCIANDOS EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

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Desta forma, identificar a natureza destes saberes e os conhecimentos que os envolvem é relevante no sentido de que pode contribuir para a valorização desta profissão tanto no âmbito epistemológico como no social e político. Neste sentido, este trabalho teve por objetivo analisar os saberes docentes mobilizados por licenciandos em Ciências Biológicas a partir dos significados que estes atribuem ao ser professor. A abordagem aqui utilizada é de cunho qualitativo e caracteriza-se como um estudo de caso. Participaram desta pesquisa três alunos (L1, L2 e L3) do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade Federal do Maranhão. Os dados aqui apresentados foram obtidos a partir de entrevistas semiestruturadas que foram gravadas, transcritas e posteriormente analisadas à luz do que foi postulado por Tardif (2012), que aborda os saberes docentes a partir de uma perspectiva mais ampla, entendendo que os mesmos são temporais, plurais, heterogêneos e advém de diversas fontes. Estes saberes são classificados pelo autor como: saberes da formação profissional (das ciências da educação e da ideologia pedagógica); saberes disciplinares; saberes curriculares e saberes experienciais. As perguntas versavam sobre a concepção dos licenciandos sobre o "bom professor"; o que acreditavam ser mais importante para ser considerado como tal, fazendo um paralelo com o antes e depois de ingressar no curso. A partir de uma leitura exaustiva das entrevistas, observamos que os licenciandos concordavam em um mesmo ponto: o bom professor era aquele que dominava o conteúdo da disciplina. Isto pode ser evidenciado no discurso da L1: "Para ser um bom professor, para mim, eu deveria saber de tudo. Então, no nosso caso, para ser um bom professor de Biologia, você deveria saber de tudo de Biologia, tudo mesmo, Genética, Zoologia, Botânica". Aqui evidencia-se uma valorização do saber disciplinar, este saber está relacionado com a disciplina que o professor ensina, são saberes definidos, selecionados e transmitidos pelas instituições de formação (TARDIF, 2012). A relação que os professores estabelecem com este saber é de ""transmissores" ou "portadores", mas não de produtores de um saber que poderia impor como instância de legitimação social de sua função" (TARDIF, 2012, p. 40). Neste sentido, reduzir a profissão docente a saberes disciplinares pode reforçar concepções tradicionais de professores como meros técnicos reprodutores de conteúdo, podendo dar margem para a desvalorização da profissão, o que já foi evidenciado, por exemplo, em propostas que visam a habilitação de indivíduos com "notório saber" para assumir o papel dos professores. Apesar de apresentarem essa visão simplista do ser professor, percebemos que os licenciandos vão mudando suas concepções ao longo do curso. A profissão que antes era entendida como "transmissão de conteúdo", agora tem como ideia central a "construção de conhecimentos". Evidenciamos isto no seguinte trecho: "[...] ser professor é entender que essas crianças estão lá o dia inteiro, vendo, às vezes, uma aula tradicional e isso é muito chato. É entender que os assuntos hoje em dia não devem ser passados daquela maneira muito tradicional, só eu falando, eles têm também que ser parte, eles têm que ser construtores do próprio conhecimento." (L3). Ao romper com a visão tradicional, em que o professor é o centro do processo de ensino-aprendizagem e atribuir ao aluno um papel ativo em sua aprendizagem, entendemos que os licenciandos se aproximam de uma visão construtivista de ensino que, segundo Becker (1993. p.88), é aquela que entende que "nada, a rigor, está pronto, acabado, e de que, especificamente, o conhecimento não é dado, em nenhuma instância, como algo terminado. Ele se constitui pela interação do indivíduo com o meio físico e social e por força de sua ação". A partir desta reflexão, infere-se que estes licenciandos também mobilizam saberes da formação profissional (das ciências da educação e da ideologia pedagógica), conjunto de saberes que são transmitidos pelas instituições de formação de professores e que se transformam em saberes destinados à formação científica ou erudita dos mesmos. Estes saberes apresentam-se como doutrinas ou concepções provenientes de reflexões sobre a prática educativa, podendo orientar a atividade dos professores, à medida em que são incorporados à sua formação, fornecendo um alicerce à profissão e algumas técnicas e formas de saber-fazer (TARDIF, 2012). Evidenciamos também a mobilização de saberes curriculares. Estes, correspondem aos objetivos, conteúdos e métodos a partir dos quais a instituição escolar seleciona os saberes sociais para compor os programas escolares (TARDIF, 2012) e são manifestados no seguinte trecho: "um bom professor é aquele que planeja. Além do planejamento, é entender a realidade do aluno. Eu acho que uma coisa muito importante é o regionalismo, dar aula entendendo a realidade do aluno, colocando, às vezes, questões políticas, culturais dentro de uma sala de aula. Eu acho isso muito importante porque além de formar um cidadão, quando você coloca exemplos da realidade deles, você atrai eles para sua aula" (L3). Assim, a licencianda compreende a importância do planejamento e, ao propor temas que envolvam política e cultura, entende que uma disciplina nunca é ensinada tal qual, ela sofre transformações a partir da seleção e organização dos conhecimentos produzidos pelas ciências para compor os currículos (GAUTHIER, 1998). À medida que os licenciandos atribuem significados ao ser professor, acreditamos que eles podem mobilizar também saberes ligados à experiência, uma vez que as concepções apresentadas baseiam-se em suas experiencias como alunos. O seguinte trecho ilustra isto: "o professor também deve trazer consigo certos saberes que ele não aprendeu na graduação, mas os que ele aprendeu em uma sala de aula, quando era aluno e que, ao longo do tempo, foram se moldando e ele percebeu que era importante levar para uma sala de aula (L2). Assim, estes saberes constituem-se como saberes pré-profissionais que, posteriormente, podem ganhar novos significados e se integrarem ao trabalho docente sob a forma de saberes experienciais, que são saberes produzidos pelos próprios professores no seu trabalho cotidiano, eles emergem da prática e são por ela validados (TARDIF, 2012). Nossos resultados mostram que a formação inicial e as demais fontes de aquisição de saberes são importantes na mudança de concepção sobre o ser professor, que antes era focado no saber disciplinar. Neste sentido, destacamos a importância da formação inicial como espaço para a (re) construção dos saberes e a ressignificação da prática docente a partir da reflexão, possibilitando assim, a construção da identidade profissional destes licenciandos. Palavras-chave: Saberes docentes, Profissionalização docente, Identidade docente, Formação inicial Referências BECKER, F. O que é construtivismo. Ideias. São Paulo: FDE, n.20, p.87-93, 1993. GAUTHIER, C. Por uma teoria da pedagogia: pesquisas contemporâneas sobre o saber docente. Rio Grande do Sul: Unijuí, 1998. TARDIF, M. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 2012."
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Publicado em 03 de dezembro de 2018

Resumo

O SER PROFESSOR SOB A PERSPECTIVA DE LICENCIANDOS EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS Marcos Vinicius Marques da Silva/marcosilva.xvi@gmail.com/UFMA Stella Chrystine Camara dos Santos/UFMA Eixo Temático: Políticas Públicas e Identidade Docente Resumo O professor ideal seria aquele que além de conhecer sua disciplina e programa, possuir certos conhecimentos sobre as ciências da educação e pedagogia, deveria ser capaz de desenvolver um saber prático baseado na experiência cotidiana com seus alunos e, a cada nova experiência, atribuir novos sentidos a seus saberes, promovendo uma constante formação profissional baseada na reflexão a partir das suas experiências (TARDIF, 2012). Assim como qualquer outra, a profissão docente também dispõe de um corpo de saberes que a caracteriza. Desta forma, identificar a natureza destes saberes e os conhecimentos que os envolvem é relevante no sentido de que pode contribuir para a valorização desta profissão tanto no âmbito epistemológico como no social e político. Neste sentido, este trabalho teve por objetivo analisar os saberes docentes mobilizados por licenciandos em Ciências Biológicas a partir dos significados que estes atribuem ao ser professor. A abordagem aqui utilizada é de cunho qualitativo e caracteriza-se como um estudo de caso. Participaram desta pesquisa três alunos (L1, L2 e L3) do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade Federal do Maranhão. Os dados aqui apresentados foram obtidos a partir de entrevistas semiestruturadas que foram gravadas, transcritas e posteriormente analisadas à luz do que foi postulado por Tardif (2012), que aborda os saberes docentes a partir de uma perspectiva mais ampla, entendendo que os mesmos são temporais, plurais, heterogêneos e advém de diversas fontes. Estes saberes são classificados pelo autor como: saberes da formação profissional (das ciências da educação e da ideologia pedagógica); saberes disciplinares; saberes curriculares e saberes experienciais. 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A relação que os professores estabelecem com este saber é de ""transmissores" ou "portadores", mas não de produtores de um saber que poderia impor como instância de legitimação social de sua função" (TARDIF, 2012, p. 40). Neste sentido, reduzir a profissão docente a saberes disciplinares pode reforçar concepções tradicionais de professores como meros técnicos reprodutores de conteúdo, podendo dar margem para a desvalorização da profissão, o que já foi evidenciado, por exemplo, em propostas que visam a habilitação de indivíduos com "notório saber" para assumir o papel dos professores. Apesar de apresentarem essa visão simplista do ser professor, percebemos que os licenciandos vão mudando suas concepções ao longo do curso. A profissão que antes era entendida como "transmissão de conteúdo", agora tem como ideia central a "construção de conhecimentos". Evidenciamos isto no seguinte trecho: "[...] ser professor é entender que essas crianças estão lá o dia inteiro, vendo, às vezes, uma aula tradicional e isso é muito chato. É entender que os assuntos hoje em dia não devem ser passados daquela maneira muito tradicional, só eu falando, eles têm também que ser parte, eles têm que ser construtores do próprio conhecimento." (L3). Ao romper com a visão tradicional, em que o professor é o centro do processo de ensino-aprendizagem e atribuir ao aluno um papel ativo em sua aprendizagem, entendemos que os licenciandos se aproximam de uma visão construtivista de ensino que, segundo Becker (1993. p.88), é aquela que entende que "nada, a rigor, está pronto, acabado, e de que, especificamente, o conhecimento não é dado, em nenhuma instância, como algo terminado. Ele se constitui pela interação do indivíduo com o meio físico e social e por força de sua ação". 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