Artigo Anais IV CEDUCE

ANAIS de Evento

ISSN: 2447-035X

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MEDIAÇÃO ESCOLAR E EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA EXPERIÊNCIA RIZOMÁTICA.

Palavra-chaves: MEDIÇÃO ESCOLAR, RIZOMA, REDES DE APOIO, EDUCAÇÃO INFANTIL Pôster (PO) / Poster Submission Diversidade e Diferença

Resumo

O grupo de alunos bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência (PIBID) da Universidade Federal Fluminense (UFF) no Campus de Santo Antônio de Pádua acompanha diversas crianças, com idades entre 3 a 5 anos na Educação Infantil em uma Instituição de ensino da Rede Municipal da cidade. O mediador escolar (MOUSINHO et al, 2010; GABRY et al, 2012) é o intermediário entre a criança portadora de (ou diagnosticada com) transtorno global de desenvolvimento ou deficiência e as situações vivenciadas por elas no cotidiano escolar. Esse trabalho tem como metodologia o Estudo de Caso do Processo de Mediação Escolar na Educação Infantil de bolsistas de Iniciação à Docência sob a perspectiva da Inserção Ecológica (BRONFENBRENNER, 1996, 2011). Em busca de novas perspectivas teóricas que pudessem auxiliar neste processo, é encontrado na noção de Rizoma um meio pelo qual a rede intersetorial da educação inclusiva se estabeleça. Rizoma é um modelo descritivo ou epistemológico na teoria filosófica de Gilles Deleuze e Félix Guattari (2004) e foi adotado da estrutura de algumas plantas cujos brotos podem ramificar-se em qualquer ponto, podendo funcionar tanto como raiz, talo ou ramo. Nesta lógica, cada um desses pontos não se isolam ou se fragmentam, independente de sua localização na figura da planta, servindo para exemplificar um sistema epistemológico onde não há proposições ou afirmações isoladas e mais fundamentais do que outras que se ramifiquem segundo dicotomias estritas. A mediação escolar potencializa as trilhas nas quais a criança percorrerá no caminho do saber. E contrariando a lógica reducionista da educação segregada, apostamos na ludicidade, no brincar, como o principal facilitador no processo do desenvolvimento infantil. Transferimos as características que definem um rizoma – categorizadas pelos autores – para nosso trabalho de mediação e, assim, justificamos porque consideramos esta tecnologia social rizomática. Ela é, como se espera deste modelo, “conexa e heterogênea”, “múltipla”. A intersetorialidade das redes de apoio sustentam a ideia de que a constituição dessas pode partir de uma nova compreensão por parte dos professores da noção de espaço escolar e sua articulação com outros territórios, como família, profissional de saúde, além de questões da subjetividade da criança com autismo ou deficiência e os demais alunos. Esse subprojeto se vincula às ideias de projeto de ensino que busca a inserção de estudantes dos cursos de Licenciatura em escolas, de modo a promover a formação inicial de professores oferecendo-lhes meios e condições para a consolidação dos conhecimentos científicos e pedagógicos de que se apropriaram na Universidade, em situações concretas da profissão docente. Esta prática oportuniza a construção de saberes profissionais através da reflexão-na-ação e da reflexão-sobre-a-ação (SCHÖN, 1992, 2000), bem como do convívio produtivo com professores mais experientes (TARDIF, 2008, TARDIF & RAYMOND, 2000).

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